Flamenco, TOC's, Decisões, Opiniões, Reclamações, Erros, Acertos, Aventuras, Amigos, Amores, Narrações de sonhos e Travessuras da Aurora.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Diário de bordo
E então ela voltou para onde sonha, as imagens de seus sonos se tornaram reais, como se estivesse emergindo na superficie para tomar ar, respirar, bolha de ar sonho dela. Nessa visita fez 18 anos, se jurou e se fez. Bela maneira de novos começos, raro ter a chance de reiniciar dentro de um sonho desejado. As ruas, os ares, tudo é uma promessa, tudo é uma saudade. Se apaixonou pelo antigo querubim. A felicidade escapa dos lábios pois era assim nos seus sonos. Na sua visita, também, divorciou-se de uma influência, o olhar que há tempos não mirava ali de repente mirou a rainha e se decepcionou. Decepção que alivia, pois, forma de se libertar, agora são outros ídolos. Comprou assim sua alforria e deu um sorriso que ri das bobagens todas, enquanto caminha com o papel na mão. Se recarregou junto à flor dourada, a mina de risos e reconforto. Assustou o anjo sem querer, é preciso ter cuidado e cautela quando se lida com eles. Então, preocupada, anda ao lado da flor à espera do câmbio do amor castro sem estragos, esperemos.

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sábado, 27 de junho de 2009
Adeus ao meu companheiro e herói
Foi sem amortecedores, aviso prévio, indícios ou introduções. Abriram a porta do quarto e me atiraram: "O Michael Jackson morreu!". Como sempre nesses casos, demorou para que eu me desse realmente conta do acontecido e as imagens aéreas de Neverland, ambulância e trechos de clips musicais na televisão fizeram com que me curvasse, desse um suspiro e dissesse: "Perdeu a graça." Perdeu a graça tudo, agora já era, perdeu a graça. A notícia da morte de um ídolo que fez parte da sua vida, dos seus momentos mais introspectivos sempre traz melancolia ao chegar, mas se você a receber em um momento que já é bad, aí a desesperança imerge, avassaladoramente. Entre meus 11 e 13 anos o Michael foi minha companhia, herói e válvula de escape enquanto tinha de enfrentar um país estrangeiro e, pior, as crianças das escolas de um país estrangeiro. Foi literalmente um companheiro, tanto ante/pós as batalhas quanto na frente de combate, o discman sempre dando respaldo emocional. E tudo que estou contando é muito no sentido literal. Aqui, neste texto, não cabe explicar os porquês, mas o fato é que realmente eu tinha de enfrentar todos sosinha. E o fazia com o Michael. O grito de guerra cantado do herói e ídolo se tornava o meu, de uma forma interessante e bonita. E assim o Michael foi meu imaginário, tornou-se algo considerável da minha idiosincrasia. É alguém a quem devo agradecimentos, antes de mais nada. Foi ainda lá, em terras estrangeiras, que assisti com empolgação máxima a meu primeiro (primeiro de dois) "documentário sobre o Rei do Pop". Um de tantos que fizeram -fazem e vão fazer- por aí, que me dão tanto nojo, toda essa gente que não sabe de nada falando como se soubesse o quê se passava na vida de Michael Jackson. Quem sabe as verdades? Talvez nem ele mesmo soubesse, vai saber. O que sei é do meu ídolo que foi-se embora. Cedo e repentinamente demais, eu ainda tinha muitas coisas para viver com ele e para apreender dele, queria homenageá-lo, de alguma maneira demonstrar minha gratidão. Ir a um show, por exemplo. Sempre há as utopias não é. Neste luto então, como forma de respeitá-lo e homenageá-lo, não assistirei a nenhuma reportagem barata, documentário especulativo e outros sobre sua vida pessoal. É o mínimo que se pode fazer, bloquear de olhos e ouvidos todos os boatos e especulações sobre quem é o Rei do Pop e, ao meu ver, uma linda pessoa ou, para os menos credores, no mínimo muito extremamente respeitável.
I love you, Michael. You will be allways in my heart.

quarta-feira, 27 de maio de 2009
Tu
Sou feita por tu,/
Fui construída a partir de tu,/
Te amei./
Respirei por tua causa/
Quis respirar por tu,/
Para e por tu./
Pensei em tu,/
Por tu pensei em tu,/
Fiz por tu./
Não dormi por tu,/
Acordei por tu,/
Quis acordar por tu./
Agora/
Estudo por tu,/
Para tu, para "até tu",/
Amigo.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
É amanhã!!!
Pronto, começou. Daqui a 3 horas (trêêêêêsss) vai começar o dia 09 de Fevereiro de 2009. 09 dois mil e 9, nove mais 2 de dois mil dá onze, dia que cheguei em Uberlândia (a vez definitiva). É incrível como agora, nessa última semana, uma toquiana como eu tem um cenário tão rico de coisas para serem "toquiadas". E os números? Porra mano, até eu já cansei de pensar nas somas e semelhanças deles! O fato é que a noção de que está chegando uma nova vida me faz delirar com a criação de/dos pequenos rituais. É como a estória daquelas simpatias de Revéillon, sabe? Só que as minhas estão durando até agora e pra ser sincera acho que até a próxima meia-noite tô bolando umas. Aaaai o Flamenco... é tudo que preciso, em muitos momentos. Bendita seja a tecnologia, não me canso de ser grata a ela, até só pelo Flamenco. Podia não existir tecnologia informática pra nada, essas estórias de comunicação social e tudo mais de lindo e maravilhoso. Mas se um dia fôssemos privados dela, eu ia chorar pelo Flamenco, viu, porque ainda mais na minha história com ele: Aurora/Flamenco/Internet são assim, bucha panela e detergente. Bem, hoje peguei o ônibus que a partir de amanhã será uma das minhas rotinas, só pra conhecer o trajeto, saber de fato onde pegá-lo, qual linha tomar, coisa e tal. Era um sol de rachar, bendito seja, louvado seja esse sol do meu Brasil. Foi cinematográfico, sabe, uma verdadeira simulação. E andando por esses caminhos de Uberlândia, haja pensamentos, viu. Pensei em tudo, no que passou, no que está se passando e no que vai se passar. Se bem que o presente e o futuro se mesclam de uma maneira muito válida, nessa nova Aurora. Apesar do aperto no lado esquerdo do peito, por deixar gente querida à quilômetros, Uberlândia me deu muita esperança. Quando me foi exposta a mudança a ser feita, bem que tentei lutar contra, tem alguém naquela Belo Horizonte que não me deixa mentir. Mas foi uma mudança para o bem, só agora tive condições de perceber isso. E tive sorte, pois quem eu deixei lá já morava no meu coração e tem raízes bem profundas nele, por isso não sinto como se me tivessem arrancado deles, pois nunca serão arrancados de mim. Pois é essa constante Vida que as memórias me trazem, são tantos os momentos que ao lembrados, voltam com tanto realismo e paixão, que não me sinto como uma flor que morre por ter sido arrancada de seu caule e raíz. Bem, e espero que consiga manter esse mecanismo, porque ele tem sido mantido com sucesso, na maioria das vezes. Nas outras vezes é choro mesmo. Choro de criança. Zumbi não me deixa mentir. Beagá não foi rico em termos "sociais" mesmo, continuo achando isso. Mas o que aconteceu foi que as três pessoas que compunham na verdade meu círculo social ocuparam algo muito mais significante de maneira muito bem feita. Estou falando em pilares, e pilares são três mesmo. Ah, uma mesa de tres pés nunca manca, mas uma de quatro ou mais sempre tende a mancar. Sabia? Tinha essa observação no meu livro de matemática. Olha os números de novo. Mas enfim, acontece que meu coração está cheio de esperança, e meus três pilares me dão força, todo dia, através das lembranças. A certeza é convicta, de que o que cada um tem a dizer, eu guardo e trago tais dizeres à tona, na mente. Como anjos, exatamente como anjos. E como o amor - que é tanto- exatamente como o Amor. A jornada de agora será então levada com Força, Determinação, Sentimento e Poesia. E quando me faltar fala, razão ou qualquer coisa, vou pensar neles. E aí a Força voltará. Deus, proteja meus amigos e mantenha o nosso Amor. Amém.




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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Se não fosse ele...
E é em momentos como uma mudança de habitat que você perbece o poder de uma ajuda amiga. De 00:00 a 17:00 ele me ajudou, deu sustentação e consolou. Se não fosse ele eu não teria conseguido. E se não fosse ele, também não teríamos rido tanto. Beijinho doce!
domingo, 28 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Se quiseres o amor de uma jovem
Pois é a jovem que lhe fala,/
Dos pensamentos movimentados de uma fantasia,/
Da impaciência e da sede de vida e Acontecer./
Impaciência de momentos felizes,/
Pois a vida é muito breve,/
Acreditemos ou não/
Dela quer-se o máximo que pode ser oferecido./
E essa jovem que lhe fala,/
Por ser vítima do Contrato social/
Já teve seus momentos de dúvida/
O hesitar a jogar-se na completa escuridão./
Mas a certeza vem da confiança na própria vida/
Que vai me acolher de volta/
Caso a escuridão do abismo de um não./
Ou da própria indiferença, irmã da negação./
De qualquer maneira,/
Fazer andar o carrossel nesse momento soa mais importante/
Do que o cuidado com as enferrujadas juntas/
Que fazem andar um coração./
E Chronos é testemunho,/
dos pensamentos da jovem,/
que para ti se voltaram./
Já foi declarado,/
falado,/
ouvido,/
gesticulado,/
sorrido,/
escrito./
Aurora a Aurorarorinha.
[03 de Novembro de 2008]
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Juntos
"Vamos fazer uma simulação./
Como deveriam ser todos os nossos dias,/
Qual a combinação perfeita/
Para que nao deixemos nenhum momento em vão./
Não deixaremos que nenhum momento se disperdice./
Andaremos pelas ruas certas, pararemos nos lugares certos e lá,/
Naqueles instantes,/
Viveremos as emoções certas./
Hoje eu fiz uma simulação./
O ideal de uma vida perfeita./
Andei pelas ruas certas,/
Parei nos lugares certos.../
Consegui extrair de cada momento/
Um sopro de felicidade e esperança./
Faremos uma simulação./
Faremos juntos uma simulação da vida perfeita./
Porque sem você,/
Essa simulação nao é valida./
Faremos uma simulação/
E todos os nossos dias serão assim./
Nosso mundo perfeito./
Juntos."
Junho de 2007
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
As 5 horas e meia.
Eram oito horas da noite e Rorinha descia do ônibus no tranquilo vilarejo e marchava alegremente pela florida e escura avenida. Saltitava de alegria com uma despreocupação inabitual enquanto cantarolava em sua mente melodias que lhe enchiam o coração de esperança.
Se entretia durante a agradável caminhada iluminada pela lua desviando dos grandes besouros, tanajuras e outros seres artrópodes que por sua vez iluminados pelas fortes lâmpadas da iluminação urbana desenhavam no quente asfalto uma dança animalesca que entravam em sintonia com os passos de Rorinha.
Rorinha, após uma jornada de 10 horas e meia de longas caminhadas cobertas de muitos risos, alegrias e emoções aquecedoras, encontrava-se leve, com uma alegria por poder estar disfrutando de tudo aquilo que lhe fazia tão bem.
Rorinha então terminava sua caminhada flutuante sob o quente e acolhedor vento do verão.
Cansada, sobe as escadas da casa e senta-se na poltrona em frente à televisão e dali nao sai mais por volta de 10 minutos.
Rorinha então, se diz: - Vou dar um toque no celular de Coxinha-. E Rorinha o fez. Em seguida, Rorinha desce ao jardim e, logo depois, à frente da casa.
Rorinha pensa na viiida... nas pessoas...nos besouros.
Percebe-se uma pessoa de moto passando pelos arredores da casa e, indo em sentido contrario á direção de Rorinha, ali estava Coxinha. Rorinha até pensa... - Coxinha está indo pelo lado errado. Mas tudo bem porque na tranquila avenida que contorna o vilarejo, Coxinha há de encontrar Rorinha.
Dado de fato o encontro, Rorinha fica ciente da notícia que fez tremer o chão da simpática São João del Rey. Proibidas as boates para menores de 18 anos, mas dessa vez: proibidas mesmo.
Ora, então, Rorinha e Coxinha estão desolados e é preciso dar uma solução para aquela noite de Sábado.
A solução demora a surgir então Rorinha dá 100 passos para que Coxinha tenha tempo de resolver o problema envolvido.
De volta dos 100 passos, Rorinha reencontra Coxinha, que por sua vez, tem a solução em mente para o caso.
Uma agradável estadia num sítio vizinho parecia a melhor opção.Rorinha pensa... E aceita sim. Mas o fato é que estava completamente desolada por não poder frequentar a noite Sanjoanense. Enfim, escapa-lhe, completamente ingenua e espontaneamente... "É... fazer o quê né..."
Tomada a decisão de o que fazer agora era preciso conversar com a mãe de Rorinha. E, a cada vez que Rorinha se dirigia à casa para buscá-la, Coxinha pedia mais alguns minutos. Foi de repente que Rorinha foi buscar sua mãe e de repente que a situação fora plenamente resolvida.
De volta à agradável marcha noturna ambos vão então para o mencionado sítio.
Chegando então, Coxinha e Rorinha sentam-se em cadeiras tangencialmente posicionadas e perpendicularmente situadas à um agradável e delicado gramado. Foi enquanto Rorinha contemplava a maciez da gramínea envolvida que de repente foi atacada por formigas.
Sim, definitivamnte, as formigas agradaram-se de Rorinha e fizeram questão de invadirem UNICAMENTE e EXCLUSIVAMENTE Rorinha.
Enquanto Rorinha andava freneticamente pelo gramado até chegar à piscina para que pudesse se livrar de tais artrópodes Coxinha era tomado pelo riso.
Mas, de fato, o sítio fora atacado por seres estranhos e não havia lugar onde o solo não estivesse infestado por eles.
Mas tudo acabou bem pois, Coxinha teve a esperteza de encontrar um lugar onde Rorinha não seria atacada. Ambos ficam ali por cerca de uma hora. Em seguida, um passeio pela cidade era irrecusável.
Rorinha e Coxinha iam bem felizes de moto à cidade.
Coxinha procurava seu celular em meio ao conjunto de aparelhos em seu bolso, Rorinha então o interpela :
-Coooxiinha...!! Ooolha eeessa mãã-ã-ã-ã-o!
Mas parece que Coxinha fora injustamente interpelado pois, estava ingenuamente a procurar seu telefone celular.
Passeio pela cidade muito bem realizado, eram 00:20 e Coxinha, muito responsavelmente se alerta em relação às horas.
Mas afinal de contas Rorinha estava feliz pois, além disso tudo, tivera a oportunidade de ouvir desde música instrumental, rock emo até o jovem rock de Charlie Brown Junior.
Entregue à feliz morada, Rorinha sobe novamente as escadas deixando Coxinha para a imperdível festa dos besouros e, de alguma maneira, com um desejo não realizado.
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