quarta-feira, 13 de maio de 2009

Assassinado pela ignorância

Era na televisão, mostravam uma tragédia em tempo real, mostravam possíveis mortes possivelmente acontecendo. Era no Brasil, em um estádio de futebol, em um jogo de futebol. Mostravam mais uma vez, quando o caos se intensifica nas torcidas, era o que acontece de muitos tempos em tempos. Uma presença maternal (mãe e/ou avó) aponta para a tela e mostra: "Olha lá, Meu Deeeeeus, as pessoas sendo esmagadas entre si, a lá, as pessoas estão sendo pisoteadas!" O temor pela vida do outro estava condensado no ar, na casa e nos comentários do repórter. Durante tudo, fui espectadora no sentido mais pleno e literal do adjetivo, tudo começa sendo eu telespectadora do telejornal. Talvez como resultado de meu tamanho envolvimento com a cena, me transportei para o lugar, então aconteceu duas coisas: virei espectadora real e não mais de uma cena comunitária onde aparecem todos numa visão panorâmica, passei a ser espectadora de um caso particular, que envolveu não muito mais do que quatro pessoas em torno de uma. O estádio estava lotado e desde sempre a idéia de superlotação era nítida. Estranhamente o que delimitava o lugar das pessoas torcedoras do espaço fora do estádio não eram estruturas de concreto, coisas de magnitude de estádio, era uma cerca de madeira, aquelas que cercam o boi em rodeios. Estavam condensados ali contra os limites pobres de uma cerca suja e desgastada, e eu do lado de fora observando 4 deles e apesar do barulho enlouquecido de todo o estádio, conseguia ouvir tudo o que diziam e inclusive respirações - o que tornou tudo ainda mais doloroso de se ver. Como era uma situação de caos, pânico e desordem e muitos estavam sendo feridos, um dos quatro presonagens tinha batido a cabeça em algum lugar. Não cabe nem dizer que ele "bateu" a cabeça em algo, tamanha impotência e inconsciência daquele não condiz com um sujeito ativo. Teve a cabeça colidida em algo - ou por alguma coisa - e estava tonto. De maneira clara e torturante, só eu ali tinha consciência de que se tratava de algo muitíssimo sério, e de que aquele homem precisava de cuidados. É demasiadamente pouco meu entendimento de traumatismos cranianos, mas tinha uma certeza perturbadora de que ali era o caso. O homem ficou com o olhar pairando sobre o nada, parado e inconsciente, e como único indício de vida o tronco e cabeça que rodopiavam devagar em torno do eixo do corpo. Os três amigos ou talvez conhecidos olhavam para ele se perguntando e perguntando a ele o que estava acontecendo, mas o homem não falava nada e eu, espectadora, não conseguia nehum tipo de comunicação com nada e ninguém, só estava a meu alcance observar. Um dos amigos disse: "Ow, ele precisa de tomar uma água, tá bem não!" Todos concordaram e enquanto um deles tentava encontrar fonte de vida no meio do inferno, surge mais um ser miserável, em trapos carnavalescos baratos, de fora da cerca. A partir do ponto em que migrei para a cena individual o motivo por aquilo e todos estarem ali se confundiu entre torcida e carnaval, era o caos sem dono e causa, mesmo, eram todos ali por estarem ali. Como "fantasia", o novo personagem tinha nas mãos uns fios de cabelo que pareciam ter feito parte, algum dia, de uma peruca loura. Era tanta a miséria, tanta daquela certa miséria carnavalesca brasileira, que uma pseudoperuca fazia a diversão barata, comum e piedosa. Sujo, bêbado e miserável, aquele que também observava a situação se abaixou para ver o homem inconsciente. Parecia que queria ajudar, mas a impotência era geral, ninguém entendia o que estava se passando. Dentro da cena, ninguém sabia que aquele homem podia morrer ali em poucos futuros instantes. Volta o amigo e rindo diz que "não tem água não, ele vai é continuar bebendo!" Todos riem como que para se reconfortar e olhando para a garrafa de algum destilado e um copo grande de cerveja, ambos gelados, que o amigo trazia, o homem conseguiu dar um sorriso. O sorriso mais triste que já pude ver ou imaginar. Automaticamente tratou de tomar seus goles, mas a expressão em seu rosto dizia que algo estava errado. A esta altura os coadjuvantes já sumiram do meu alcance sonoro e deixaram de comunicar com o homem, voltaram a conversar ente si e a tomar alguma espécie de rumo. Todos tentavam se alegrar dançando, pulando, gritando ou cantando alguma coisa, já não era mais o massacre da torcida sendo pisoteada por ela mesma, era alguma espécie de carnaval. Único parado ali na borda da cerca: o homem, com o copo na mão, simbolizando o excesso inconsciente, tão estupidamente valorizado. Seu olhar dizia tudo e nada, ao mesmo tempo. Não olhava para mim, olhava para o nada. Inconsciente talvez, ou então simplismente porque tinha a noção de que algo aconteceria com ele, queria não tomar esta consciência. Eu sabia que ficar ali parado e ainda, bebendo alcóol, era algo que o levaria à morte, já tinha entendido de que se tratava de um traumatismo sim - definitivamente. Algo que não havia mais retorno, ele ia morrer. O barulho do povo envolta foi ficando cada vez mais distante, a cena focava cada vez mais o rosto do homem e cada vez mais eu tentava o entender. O homem morreu de impotência e de ingorância. Pobreza, miséria, ignorância e impotência se juntaram ali e mataram alguém e para a minha angústia maior, só eu sabia o que acontecia, desde o começo. Só eu tinha alguma consciência mas, impotente, vi o homem morrer.

Psicopatologia:

founded the way out.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Supremacia do cante flamenco

Fico estupefata quando tenho a bênção de conseguir perceber o quanto a música é meio de comunicação - SIM. Está pendente terminar de ler "Música, Cérebro e Êxtase - Como a música captura nossa imaginação" de Robert Jourdain, e bem por isso não vou tentar fazer disto um texto dissertativo com toda a ciência que ele pode conter, aqui é só o depoimento de uma aspirante a cantaora. [Caracoles, escrever isto foi corajoso, porque cantaor(a) é uma qualificação muito poderosa, e lido com ela como se estivesse lidando com as cordas vocais de Montse Cortés. Mas acho que já não é mais o caso, de ficar usando falsas modéstias para esconder fatos. Com absoluta certeza, minha técnica (se posso chamar de técnica) é defeituosa, mas não vejo porque esconder que percorro com duende as notas aprendidas nas tantas melodias flamencas que já tive a graça de ouvir.] Me impressionei, ainda, esses dias, de ver como que a música - e beeeem mais especificamente falando, o cante flamenco - é um pedido de socorro ou um agradecimento. Como que não soltar aquelas notas em certas horas é tal como ser asfixiada, ficam presas ali colidindo, fazendo pressão, com a energia cinética que só elas têm. É claro que todo canto tem esta força comunicativa, mas o cante flamenco é mais. O cante flamenco tem mais interação do que todos os cantos, afirmo sem medo de tal afirmação. E aí quem sabe de flamenco vai concordar, mas a estória é que para conseguirmos concordar com tal afirmação nos é preciso conhecer - e ainda, sacar - o Flamenco, e isso leva um tempinho. Então os apaixonados por outros também esplêndidos cantos e gêneros musicias vão se indignar com a afirmação, mas deixo. É o que minh'alma sente.

domingo, 10 de maio de 2009

"Coisas" do TOC

Belo Domingo, a cabeça tá mais leve. Salva a tempo por um e-mail bondoso de uma amiga bacana-bacalhoa, time to go back to life. O ânimo que impreterívelmente tinha que voltar voltou, benditos sejam os bacalhais deste planeta. Acontece que boa parte deste ânimo resurgiu das cinzas por causa da brecha das minhas manias toquianas, as minhas coisas dos TOCs. Elas se acalmaram - graças a Deus. O que me perturba cotidianamente são as coisas materiais. Meu TOC não se agarra (tanto) a passos e jeitos e falas, o que pega (literalmente) nos nervos são as COISAS. Aaaaaaaaaai as coisas, é tanta coisa, é coisa pra lá, coisa pra cá, coisa inútil caindo, coisa útil escondida e torta. Muito torta, grosseiramente torta! Toda essa desorganização das coisas chega a me impedir de fazer algo, sem antes corrigí-las. E mesmo corrigindo aquela revista tortíssima na prateleira adjacente ao caixa, no supermercado, vai sempre surgir mais uma tortice que vai me perturbar, portanto tenho que me saciar de simetria com aquela destortice mesmo, então aproveito ao máximo a sensação de endireitar algo. Hey, se não tenha percebido, você está agora na exata mesma posição que a de um psicanalista hein. Pruveita! (Ou não). Acho que se eu estivesse vivendo numa época em que tudo fosse mais racionado, e não tivesse esse tanto gigantesco de coisas sendo produzido a cada segundo, sendo elas maioria inúteis e imprestáveis, esse TOC do caralho seria bem menor, ou talvez nem existisse em mim. É que é taaaaaaaaaanta coisa inútil, ocupando espaço e poluindo a vista e o ar, impedindo passagens, caindo e sujando os caminhos nossos! Como tenho esperança quando se fala em reciclagem, REduzir, REutilizar, REciclar! Não dá, é coisa demais já e não demora pra sermos engolidos por elas! Fábrica com trabalho quase escravo pra fazer chaveirinho? Affff, enlouquece. Ao mesmo tempo que as coisas se tornaram mais - ou tanto - importantes que o próprio Homem (humanização da coisa), elas perderam seu valor de uso, tendo só um valor de troca, e mesmo assim, as vezes nem este é justamente dado a elas. Então é assim, compram coisas e coisas que estragam e que nem chegaram a cumprir alguma utilidade, vão sendo empurradas nos lixões, nos passeios, no nosso caminho. E como já foram embora tem de se comprar mais, tem que comprar, comprar, comprar e não usar - muito menos guardá-las cuidadosamente e organizadamente. É tão bonito quando um objeto tem uma história, uma simbologia, alguma razão pra ele estar ali à nossa vista, algum SENTIDO. Mas enfim, pela exaustão percebi que não tenho como gerenciar o lixo desastrosamente mal organizado de todas as esquinas, nem as coisas incoerentes que as pessoas vão acumulando acidentalmente, enfim, não dá para exigir as relações simétricas, paralelas, perpendiculares e circulares entre as coisas, senão não vivo! E de todo, me resta manter domínio sobre as MINHAS coisas (que já são consideravelmente organizadas), trabalhar com dinamismo para que um dia, psicóloga, esteja analisando e ajudando um paciente a desgarrar-se das coisas poucas E organizadas que um dia o Mundo aprenderá a ter.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cabeça com biziu.

Decidi vir a um espaço verde e calmo da cidade, lugar que já, em uma vez, me serviu como tranquilizador. Lugar onde pufff, parece que o Mundo finalmente nos libera de sua insistência e densidade altas e irritantes. É a procura pela cura, que leva um corpo e uma mente com exaustiva deficiência, desvigorados e encurralados a tomar alguma atitude destas. É quando a mente já está confusa demais, e está tão tonta e desorientada que se vê presa em um labirinto que seus caminhos foram traçando. E o corpo só quer uma coisa: dormir, dormir e dormir. Dormir faz as coisas se acalmarem, dormir me leva a um estado de tranquilidade onde a minha cabeça finalmente pára de brigar consigo mesma e é minha amiga. Corpo e cabeça são amigos e andam de mãos dadas para ajudar o coração, dorme meu bem que assim estamos todos a salvo. A protagonista causadora disso tudo é a cabeça. Não digo mente porque as dores encefálicas que provêm da mente pra mim são tão crânio que a imagem figurativa de mente não fas jus à potência desta coisa que domina - e que pesa tanto no corpo. Com a noção de que preciso tirar o peso do pescoço, saio de uma terça-feira sonâmbula para uma quarta-feira reestruturadora, reorganizadora e revitalizadora da mente - e cabeça. É um plano de emergência: é um ritual, uma meditação que tenho que fazer, senão não consigo ir para frente. Me conheço aos meus TOCs. É fugir dos lugares que por fazerem parte da rotina se tornam armadilhas que levam ao empacamento. De "empacar" mesmo, lá as coisas empacam. É como querer ouvir a opinião de alguém de fora da situação, é me distanciar pra me salvar. Conceitos e definições básicas: onde nascestes, onde vivestes, de quem és filha, o que podes ser, o que queres ser. E como vais fazer? Como? A sonolência da tarde me puxa para o centro da Terra e para o centro de mim mesma, fazendo com que seja tentador largar papel e caneta e aprofundar-me em mim, com os olhos fechados e mente parada. Mas não posso, afinal o quê me trouxe até aqui foi a necessidade de cogitar. É alguém que antes de dormir precisa ver se não tem nenhum monstro embaixo da cama, e pegar um copo d'água. E nesta analogia "dormir" tem sentido oposto na realidade: preciso ver se não tem nenhum monstro embaixo da cama para que possa sair de casa e deixar meu gato dormir sobre ela, pois sei que estará, então, fora de perigo. É a base que dá possibilidade para a ação. Não sei se todas as pessoas precisam desta base para suas ações, acho que simplesmente vão fazendo. Mas eu não consigo, meu distante grau de parentesco com robôs não me permite tal automaticidade. Pois é então essa visão panorâmica da minha vida, depois deste texto, e ainda em seguida um plano de gestão que me trarão de volta à vida. Acrescentada. Em meio aos tantos pássaros e bichos, me torno eu mesma bicho observador que analisa os arabescos humanos meus e quando conseguir colocá-los em posição simétrica volta a humanizar-se.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

TVZ gota d'água

Ah não, não consigo mais assistir TVZ. Ah não dá, sabe, nem que certas músicas sejam legais, as letras estão chegando a me dar alergia. Aliás, letra e vídeo. Lá vem a Beyoncé pra dar uma bronca nas meninas que não tem um corpo como se espera. Ih á lá, lá vem a Mariah Carey pregando a "lourice" - bem, não se trata só de pigmentação do cabelo, se é que me entendes. Aí vem todos aqueles rappers pra colocar a mulher numa situação bem lastimável, lá vem mais umas boazudas dizer que não valem muito e tal e tal e tal, que bosta. A gota d'água foi a letra da "Numba 1 (Tide is Hight)" do Kardinal (feat. Keri Hilson). Porra, a música é do caralho! Mas dá vontade de desistir da vida ao prestar atenção na letra. Quanto teeeeeeeeempo, meu deus, vai durar isso ainda? Sabe, já é tarde e amanhã tenho que acordar cedo, não dá pra labutar em cima desse texto aqui. Mas assim, acho que vai dar pra entender de que estou reclamando. É só você saber da letra. Acho que nem apontando o quê me parece tão errado ficaria tão explícito quanto na própria letra. Lá vai, frio e cru no prato: culto à prostituição, desvalorização da mulher, aceitação feminina desta desvalorização, consumo capitalista. E infelizmente: uma música deliciosa. [Kardinal Offishall] Light it up, Everybody, light it up, Go Rihanna, light it up, To Kardinal, Light it up [Keri Hilson] The tide is high but I'm holding on I'm gonna be your number 1 number 1, number 1 [Kardinal Offishall] she's just my part time lover pretty little thing nottin' I will never think about giving a ring nottin' but a pretty to call my night fling even though she want to be the queen to my king she ain't nottin but a word for my ginsing someone I would use to bust my boxspring she woulda a numba one, not be bada bing bad man not goin bother wit da wife, wife ting she gotta know she the girl on the side on my left on the rest but numba two on my mind there's no way she could ever be my girl but she steady trying to come into my world [Keri Hilson] The tide is high but I'm holding on I'm gonna be your number 1 number 1, number 1 [Kardinal Offishall] she just my trophy piece or me hot, hot gal never ever would I call her mrs. Offishall never ever would I bring her around my fam she be cryin' on the phone when she knows who I am I'm Mr. Kardinal, voice to the people blood they is family, and verses are lethal and I don't time for the play, play she's a good chick, yo but I'm married to the game married to the fame related to the paper I'm tryin to get my name put up on a sky scraper There's no way she could be my wife, but she steady trying to come into my life [Keri Hilson] The tide is high but I'm holding on I'm gonna be your number 1 number 1, number 1 Those other girls ain't nothing like me just give me the chance and boy you'll see that I'm not the kinda girl who just gets down like that oh no [Kardinal Offishall] on the real, I ain't goin free the fox to a lot of hound dogs on the hunt you need a push to a lotta cush rolling a blunt you the hottest at the dance but you ain't what I want I'm a business man, trying to get your business just trying to work out your physical fitness there's no way you can get that ring when I hear all the hotty, hotties in the place sing [Keri Hilson] The tide is high but I'm holding on I'm gonna be your number 1 number 1, number 1 The tide is high but I'm holding on I'm gonna be your number 1 number 1, number 1 [Kardinal Offishall] Kardinal! Keri Hilson! Light it up!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Desabafo de uma internauta

Putaquepariu, todos esses http, urls, logins, senhas, contas, profiles, e toda a vulnerabilidade à falta (indesejada) de privacidade dão medão. Caralho, o virtual tá foda.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Na cozinha,

Penso em tudo e em nós e em você e tudo pára, vácuo momentâneo. O Cosmos se resume a ali em volta e minha gestual pára. Ausência de som interior - é o silêncio da alma. Devagar, todas aquelas notas vêm a mim, chegando cada vez mais perto, em romaria. A um ponto elas só têm uma saída a não ser minha voz, chegam empurrando umas às outras, querem liberdade, querem sair. Por mim. Separo os lábios e o sopro que as levaria para o ar fica entre a garganta e a boca, contido. Pois o pensamento me calou, a mente pediu licença à exterioridade da voz. Uma vez tido esse respeito, ele sai pairando pelo espaço, e quem o leva são as primeiras notas do meu canto. A força trêmula do quejío faz a gestual voltar, o ato mundando volta a acontecer, e bestializada e inconsciente volto a lavar o prato que estava em minhas mãos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Prazo:

1 Mês.

Bendita seja a Segunda entre a semana

A proposta de se lançar na semana com uma poderosa arma, uma segunda infalível e trabalhada, deu certo e todas minhas paranóias estão se acalmando. Quem nunca apostou no poder da Segunda-feira? Quem nunca disse: "Segunda eu começo a dieta", ou "Essa semana eu vou estudar" - diz o estudante na mesa de um bar. Por onde ele vai começar? Pela segunda. Todo projeto, aqueles pessoais, têm como ponto inicial a Segunda. Tá, pode até não ser todos, mas na Segunda, é como se eles se sacramentassem. Todos dizem: "É... vamos ver como vai ser isso nessa semana né." Nessa Segunda minha vida entrou nos eixos, ou pelo menos comprou a passagem para a linha que passa pelo eixo e leva à eficácia, e ela já está esperando pela locomotiva, com as malas nas mãos. O que seria de mim se na desordem e retocesso do Domingo eu não tivesse a esperança na Segunda? Segunda eu resolvo. Resolveremos. Eu e a Segunda, amiga e fiel guiadora dos projetos dos Homens.